Dívidas & Defesa

Auto de infração da Receita: como funciona a defesa

Ana Caroline Dias OAB/MG 246.385 6 min de leitura

Receber um auto de infração costuma gerar duas reações extremas: pagar por impulso, com medo, ou ignorar, na esperança de que “se resolva sozinho”. As duas costumam sair caro. Vou explicar como a defesa realmente funciona.

O que é um auto de infração

É o documento pelo qual o Fisco formaliza uma exigência: aponta o que entende como irregularidade, cobra o tributo e, em geral, aplica multa. Ele marca o início de um processo em que a empresa tem o direito de se defender.

As duas frentes de defesa

O prazo importa (e muito)

A defesa tem prazo. Perdê-lo pode significar deixar a autuação se tornar definitiva e virar cobrança — inclusive com inscrição em dívida ativa lá na frente. Por isso, o relógio começa a correr assim que você recebe o auto.

O que se analisa

A defesa não é só “discordar”. Verifica-se a legalidade da autuação, o cálculo, as provas apresentadas pelo Fisco e se não houve decadência — ou seja, se o Fisco ainda tinha prazo para autuar.

O erro que agrava tudo

É reagir no impulso: pagar sem analisar (podendo estar quitando algo indevido) ou ignorar até o prazo passar. Entre esses dois extremos existe o caminho técnico — analisar antes de decidir.

Um auto de infração não é uma sentença. É o começo de um processo em que a empresa tem voz — desde que use o prazo a seu favor.

Ana Caroline Dias

Advocacia Tributária · OAB/MG

Advogada tributária com mais de dez anos de vivência à frente da gestão de uma empresa familiar. Atua ajudando empresários a enfrentar questões tributárias com estratégia, prevenir riscos e organizar decisões — a partir da perspectiva de quem já esteve do outro lado do balcão.

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Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não constitui consulta ou parecer jurídico, nos termos do Provimento 205/2021 da OAB. Cada empresa possui particularidades — para orientação sobre o seu caso, procure um profissional.